11/04/2010

Cenas da mente.

Hoje, postei o capítulo 25. As leitoras pelo mural mostraram ansiedade em ler a continuação. Às vezes, estou muito cansada, chego do trabalho sem forças, mas lembro que tenho um elo com pessoas que não conheço, que estão por várias partes do país... e esperam pelas minhas estórias. Eu já escreveria, mesmo sem público, mas tê-las me acompanhando me ajuda a me lembrar do que realmente amo fazer.

Ontem, na aula de MBA (estou fazendo um mba sobre inteligência competitiva e gestão de negócios), meu professor mostrou várias gráficos que pareciam com ondas. E disse que as pessoas que são empreendedoras com sucesso sabem qual é seu maior talento (apontou para a crista) e focam em seguir com suas metas.

Eu fiquei pensando em como eu estou ou não focando no meu talento, que é escrever. Chamo talento aquilo que você acha que faz bem. Então, me senti meio triste. Eu gostaria de viver escrevendo, mas no Brasil, não vai provavelmente colocar o leite na mesa... (*suspiro*). Nunca vou parar de escrever por causa disso.

Agora, estou editando um livro que quero publicar sozinha, independentemente. E a questão é: as pessoas vão comprar? É tão difícil empreender quando a gente sente que vai vir muitas dificuldades... já dá um pré-cansaço rs.

Bom, o importante é não esquecer o centro da gente...

Eu estava falando do capítulo 25 e vim parar aqui. Então, eu coloquei um novo personagem. Surgiu totalmente por acaso. Eu estava no fim do capítulo e o Emanuel surgiu da necessidade de mostrar que não vivemos sozinhos, muito menos os casais. As histórias são compostas de muitas pessoas. Escrever na web é difícil porque as estórias são muito objetivas, colocar muita gente no enredo atrapalha os leitores ligarem quem é quem e até criarem fortes vínculos...

Eu vou seguindo o humor das leitoras. Vejo se elas estão gostando ou não... Não mudo radicalmente o que já tinha proposto para o roteiro, mas não nego que elas influenciam muito. É como uma novela que segue o ibope. Interessante como elas se apaixonam pelo casal e se sentem meio em conflito em gostar de um novo que entra.

Eu tenho a capacidade de destruir a imagem de um personagem, mas não gosto de fazer o mal e o bem... prefiro deixar oscilando. Nós somos assim: bons e maus ao mesmo tempo.

Agora, tudo muda muito rápido na minha cabeça. O cap 25 terminava de uma maneira muito forte, agressiva, bruta... mas, percebi que não era por aí, e apaguei a última lauda. Dei outro rumo para o Emanuel. São os meus personagens que me levam.

Eu vi o filme Chico Xavier fim de semana passada. 412 livros escritos. Identifiquei-me muito com ele. Não ouço vozes, mas, quando começo a escrever é como se o mundo parasse, não ouço nada, não me desconcentro. É só aquelas cenas se passando na minha mente em tempo real. Escrevo tão rápido no teclado que um dedo já está entortando, tá tão feinho... Eu cismo em teclar o "e" com o indicador, erradamente. Tenho que me corrigir. O esforço por lesão repetitiva vai me trazer prejuízos.

Vou parar o aqui, o mundo real me espera, tenho vários livros pra ler da pós. Beijos pra quem ler essas folhas.

Li Mendi.

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