15/12/2011

Repintando

Cadernos e dez folhas espalhadas pela mesa, vários words abertos no computador. Estou reeditando Um Coração em Guerra. Não é um processo tempestuoso como escrevê-lo pela primeira vez, é chuva fina e constante, que para e recomeça. Às vezes, preciso acordar no meio da noite e escrever, trocar a madrugada pelo dia, digitar por 4 horas e depois me afastar. Não é possível reproduzir um quadro igual, pois os sentimentos que eu tinha há 5 anos não são os mesmos, nem a pintora é a mesma. É um trabalho minuncioso de pintar o fundo e depois pincelando linha a linha, jogando um pouco de palavras fortes aqui, outras mais suaves ali.

Não se pode fazer tudo com pressa, pois a tinta tem que secar, as idéias precisam se firmar na cabeça. Mas escrever é como fazer amor, a gente quer tudo na hora, chegar no prazer mais profundo e depois que tudo parecesse se esvair no nada absoluto, queremos daqui um tempo começar de novo. Escrever é fazer amor com as palavras sempre. Diria que os outros livros são os amantes, que me roubam um pouco de tempo pra o meu outro prazer.

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